SAÚDE EM FOCO / CONHECIMENTO PARA CUIDAR
Entenda seu corpo.
Cuide do que importa.
Quando surgem dúvidas ou o corpo muda, muita informação pode confundir. Reunimos estas explicações para você ler no seu tempo e levar suas perguntas à consulta. Você não precisa entender tudo de uma vez.
01 / NUTRIÇÃO
O peso não mostra tudo o que o corpo precisa.
Quando há energia, mas faltam nutrientes.

O peso não conta toda a história
“Desnutrição seletiva” é uma expressão usada aqui para explicar a falta de determinados nutrientes. Pode ocorrer mesmo com peso normal ou obesidade. Dietas muito restritas, pouca variedade, perdas de sangue e problemas de absorção estão entre as causas. Quem fez cirurgia bariátrica precisa manter o acompanhamento nutricional específico. [1][2][3][4]
Ferro: transporte de oxigênio
O ferro participa da hemoglobina, que transporta oxigênio no sangue. Os estoques podem cair antes de surgir anemia. Quando a deficiência avança, podem aparecer cansaço, palidez, falta de ar aos esforços e dificuldade de concentração. Repor ferro sem investigar a causa pode deixar um sangramento ou outro problema sem diagnóstico. [2]
Proteínas: manutenção e reparação
Fornecem os componentes para músculos, enzimas, defesas e reparação dos tecidos. Ingestão insuficiente, especialmente com pouca energia, pode favorecer perda muscular e de força. Ovos, leite e derivados, peixes, carnes, feijões, lentilhas e soja são opções. A quantidade deve considerar idade, alimentação, doenças e função renal. [5]
Vitaminas: pequenas quantidades, grandes funções
A B12 participa do sangue e dos nervos: sua falta pode causar anemia e alterações neurológicas, inclusive formigamento. A vitamina D ajuda na absorção de cálcio e na saúde dos ossos; deficiência importante pode causar dor óssea e fraqueza muscular. Cada vitamina tem funções próprias: um suplemento não substitui automaticamente os demais nutrientes. [3][4]
02 / ENVELHECIMENTO
Envelhecer com força e autonomia.
O objetivo é preservar força, mobilidade e independência.

Músculos e ossos precisam de estímulo
Com a idade, pode haver redução de massa e força muscular. Quando essa perda se torna importante, pode caracterizar sarcopenia. Isso dificulta levantar da cadeira, subir escadas e carregar compras. A fragilidade óssea pode aumentar o risco de fraturas, principalmente após a menopausa. [6][7]
A alimentação pode exigir mais atenção
Menor apetite, problemas dentários, doenças e dificuldades para preparar refeições podem reduzir a qualidade da alimentação. Algumas pessoas absorvem menos vitamina B12. Comer menos calorias não significa precisar de menos nutrientes na mesma proporção. [3][5][7]
O cuidado que ajuda no dia a dia
Exercícios de força adaptados à capacidade, treino de equilíbrio e movimento regular ajudam a conservar a função. Uma alimentação variada com proteínas, sono adequado e convívio social completam o cuidado. A progressão deve ser individual, especialmente após quedas, internação ou longo período de inatividade. [5][6][7]
O que não deve ser atribuído apenas à idade
Fraqueza progressiva, quedas repetidas e perda de peso sem intenção merecem investigação. Alterações hormonais do envelhecimento não significam, por si só, doença ou necessidade de reposição. A avaliação busca causas tratáveis e considera a pessoa como um todo. [6][7][11]
03 / EMAGRECIMENTO
Emagrecer sem descuidar do corpo.
Cada pessoa precisa de uma indicação e de acompanhamento próprios.

O que são e como funcionam
Peptídeos são cadeias de aminoácidos, os componentes das proteínas. Alguns são medicamentos bem estudados. A semaglutida atua na via do GLP-1; a tirzepatida, nas vias de GIP e GLP-1. Elas reduzem a fome, aumentam a saciedade e podem tornar mais lento o esvaziamento do estômago. As indicações dependem do produto e da bula. [8]
O que pode melhorar
Em pessoas selecionadas, o tratamento ajuda a perder peso e melhora a glicose e outras condições relacionadas à obesidade. Isso não transforma toda substância chamada “peptídeo” em um tratamento eficaz. Benefícios e riscos precisam ser avaliados para cada medicamento e pessoa. [8]
O que merece atenção
Náusea, vômitos, diarreia e prisão de ventre podem ocorrer. Há riscos menos frequentes, mas relevantes, como problemas da vesícula e pancreatite. Vômitos podem causar desidratação. Hipoglicemia exige atenção especial quando há associação com insulina ou certos medicamentos para diabetes. [8][9]
Proteger a nutrição durante a perda de peso
Parte do peso perdido pode ser massa magra, que não corresponde apenas a músculo. Comer muito pouco aumenta o risco de carências. Proteínas adequadas, exercícios de força e acompanhamento nutricional ajudam a preservar função. O medicamento não causa inevitavelmente desnutrição; o risco depende também da ingestão, dos sintomas e da saúde prévia. [5]
04 / PEPTÍDEOS REGENERATIVOS
Entre a promessa e a comprovação.
Potencial biológico não é comprovação de rejuvenescimento.

De onde vem a promessa?
Moléculas como BPC-157, TB-500, CJC-1295 e ipamorelina são divulgadas para reparação de tecidos ou recuperação física. Outras, como epitalon, MOTS-C e GHK-Cu injetável, aparecem em propostas de longevidade. São substâncias diferentes, com pesquisas, mecanismos e incertezas próprios. [10][11]
O que ainda precisa ser demonstrado
Um resultado em células ou animais não prova eficácia em pessoas. Para esses usos de rejuvenescimento e aumento de longevidade humana, faltam evidências clínicas robustas que demonstrem benefício e segurança. Mudar um exame ou marcador biológico não prova que alguém viverá mais ou melhor. [10][11]
Por que a segurança importa?
Há preocupações com reações imunes e impurezas, além de lacunas sobre efeitos de longo prazo. Alguns compostos já têm relatos de eventos adversos; a relação causal e os riscos variam. Resultados de um produto para a pele não validam sua aplicação injetável. [10]
Perguntas antes de aceitar uma promessa
Qual é a substância e a indicação? Existem estudos controlados em humanos? O produto e a via de uso têm registro aplicável no Brasil? Quais riscos são conhecidos e quais continuam desconhecidos? A autorização para uma indicação não comprova outra. [10][11]
05 / HORMÔNIOS
Hormônios: quando podem ajudar?
Tratar uma indicação clínica, com benefícios e riscos definidos.

Na menopausa
A terapia hormonal pode aliviar fogachos e suores noturnos; tratamentos locais podem ajudar em sintomas vaginais. A escolha depende dos sintomas, idade, tempo desde a menopausa e histórico de saúde. Quem tem útero geralmente precisa de proteção do endométrio com progestagênio ao usar estrogênio sistêmico. [12]
Testosterona nos homens
A reposição pode beneficiar quem tem hipogonadismo corretamente diagnosticado. A avaliação combina sintomas e testosterona persistentemente baixa, em geral confirmada em duas coletas matinais, além da investigação da causa. Cansaço isolado ou envelhecimento não bastam. O tratamento pode reduzir a produção de espermatozoides e elevar o hematócrito, a proporção de glóbulos vermelhos no sangue. [13]
Riscos dependem do tratamento
Hormônio, dose, via, duração e histórico pessoal mudam a relação entre benefício e risco. Algumas terapias para menopausa aumentam o risco de trombose; o risco mamário também depende do esquema e da duração. É necessário considerar cânceres hormônio-dependentes, sangramento sem causa esclarecida e outras contraindicações. [12][13]
E as promessas de estética e longevidade?
Hormônios não são uma terapia geral de rejuvenescimento. No Brasil, a Anvisa proíbe implantes hormonais manipulados à base de androgênios ou anabolizantes para estética, ganho muscular ou desempenho esportivo. Isso é diferente de tratamentos hormonais indicados para doenças ou sintomas específicos. [11][14]
06 / ESTRESSE E CORTISOL
A sobrecarga também merece cuidado.
Um sistema de adaptação que também precisa de recuperação.

O cortisol tem funções essenciais
Produzido pelas glândulas adrenais, acima dos rins, o cortisol ajuda a disponibilizar energia, manter a pressão e regular a resposta imune. Sua liberação varia ao longo do dia. Em situações de estresse, ele participa da resposta de adaptação junto com outros sistemas. [15]
Quando a sobrecarga se prolonga
O estresse persistente pode alterar a regulação dessa resposta. Sono ruim, irritabilidade, dificuldade de concentração e mudanças de apetite podem aparecer. O estresse também pode contribuir para piora da saúde metabólica e cardiovascular e para sintomas digestivos. Esses efeitos envolvem sono, comportamento e outros mediadores; não são explicados apenas pelo cortisol. [16]
Estresse não significa cortisol sempre alto
Os sintomas são inespecíficos. Um exame isolado não mede o grau de estresse nem confirma que o cortisol seja a causa do ganho de peso. Síndrome de Cushing, por exemplo, é uma condição médica própria, investigada com critérios e testes específicos. [15][17]
Como interromper o ciclo de sobrecarga
Sono regular, atividade física, pausas, apoio social e psicoterapia podem ajudar. Técnicas de respiração e relaxamento são recursos complementares. Também é preciso enfrentar as fontes de sobrecarga e tratar doenças ou transtornos associados. “Fadiga adrenal” não é um diagnóstico científico validado; usar hormônios para essa suposta condição pode causar dano. [16][18]
CUIDADO APÓS A CIRURGIA
Sua saúde merece
cuidado em cada etapa.
Você fez cirurgia bariátrica ou cirurgia metabólica para tratar o diabetes tipo 2?
Parabéns por esse passo em busca de mais saúde e qualidade de vida! A cirurgia faz parte de uma jornada de cuidado que continua ao longo dos anos.
Depois da cirurgia, seu corpo precisa de atenção contínua e individualizada para manter uma nutrição adequada e ajudar a preservar a saúde dos ossos, a massa muscular e a força. Alimentação, ingestão de proteínas, vitaminas e minerais, suplementação prescrita e atividade física orientada fazem parte desse acompanhamento.
A GAH está ao seu lado para avaliar suas necessidades, acompanhar os exames indicados e ajustar o cuidado em conjunto com sua equipe assistente.
Pela sua saúde. Pela sua força. Pela sua vitalidade.
Quero cuidar da minha saúde após a cirurgia ↗Saiba mais: ASMBS · Acompanhamento após cirurgia bariátrica e metabólica · Endotext · Nutrição e saúde óssea após a cirurgia.
ATENÇÃO AOS SINAIS DO CORPO
Queda de cabelo, unhas frágeis
ou pele ressecada?

Essas mudanças podem estar relacionadas à falta de nutrientes, a alterações hormonais ou a outras condições. Os sinais, sozinhos, não revelam a causa — uma avaliação individualizada ajuda a entender o que está acontecendo.
Na GAH, vamos ouvir sua história, avaliar sua alimentação, seus sintomas e os cuidados que você já realiza. Quando necessário, indicaremos exames e avaliação especializada para orientar o tratamento adequado.
Deixe-nos cuidar de você e ajudar a resgatar seu bem-estar e sua qualidade de vida.
Quero avaliar esses sinais ↗Saiba mais: Academia Americana de Dermatologia · Investigação da queda de cabelo · Sinais na pele e saúde geral.
PREVENÇÃO E DIAGNÓSTICO PRECOCE
Cuidar hoje.
Ampliar as possibilidades do amanhã.
Vários tipos de câncer podem ter seu risco reduzido com medidas de prevenção. Para alguns, os exames de rastreamento indicados podem identificar lesões precursoras ou a doença em fases iniciais, ampliando as oportunidades de tratamento.
Na GAH, vamos construir com você um plano de cuidado baseado em recomendações nacionais e internacionais, considerando sua idade, seu histórico pessoal e familiar e seus fatores de risco. Vamos orientar medidas de prevenção, acompanhar os exames indicados e seus resultados e encaminhar para avaliação especializada quando necessário.
Nosso compromisso é reduzir riscos evitáveis e favorecer o diagnóstico precoce, com atenção contínua e escolhas que façam sentido para você.
Deixe-nos cuidar de você!
Conhecer as orientações de prevenção ↗Saiba mais: OMS · Prevenção e diagnóstico precoce · OMS · Benefícios e limites do rastreamento.
PARA LER COM CALMA OU COMPARTILHAR
Informação para ler
com calma, no seu tempo.
O boletim reúne as explicações, seis infográficos e referências clicáveis em um único arquivo.
TRANSPARÊNCIA E INFORMAÇÃO
De onde vêm as informações
Fontes consultadas em 12 de outubro de 2026. Recomendações e situações regulatórias podem ser atualizadas.
- [1]OMS. Malnutrition.
- [2]NIH/ODS. Iron - Fact Sheet for Consumers.
- [3]NIH/ODS. Vitamin B12 - Fact Sheet for Consumers.
- [4]NIH/ODS. Vitamin D - Health Professional Fact Sheet.
- [5]Mozaffarian et al. Nutritional priorities to support GLP-1 therapy for obesity. Am J Clin Nutr. 2025;122:344-367.
- [6]NIH/NIA. How can strength training build healthier bodies as we age?
- [7]NIH/NIA. Health Benefits of Exercise and Physical Activity.
- [8]NIDDK. Prescription Medications to Treat Overweight & Obesity.
- [9]Anvisa. Alerta para risco de pancreatite aguda associada ao uso indevido de canetas emagrecedoras. 2026.
- [10]FDA. Certain Bulk Drug Substances for Use in Compounding that May Present Significant Safety Risks.
- [11]Endocrine Society. Scientific statement distinguishes normal aging from endocrine disease. 2023.
- [12]Endocrine Society. Menopause Treatment.
- [13]Endocrine Society. Testosterone Therapy for Hypogonadism: guideline resources.
- [14]Anvisa. Implantes hormonais. Atualização: abril de 2026.
- [15]Endocrine Society. Adrenal Hormones.
- [16]NIH/NCCIH. Stress.
- [17]Endocrine Society. Diagnosis of Cushing’s Syndrome: guideline resources.
- [18]Endocrine Society. Adrenal Fatigue.